quarta-feira, 24 de maio de 2017

24 de maio



Quem votou em Temer hoje pede sua saída. Quem não votou também quer que o presidente renuncie, principalmente depois da delação.

Até para as lideranças mais canhestras, seria fácil unir os dois grupos em um protesto uníssono. Seria um tiro certeiro. Milhões de pessoas nas ruas, e a constatação clara de que a vontade do país é a mesma. O Congresso viria a reboque.

Mas o caminho escolhido por um dos lados foi outro. Fechar os canais de diálogo, radicalizar o discurso e ir para as ruas sozinho, com atos de vandalismo. Por que? Para criar um clima de caos no país, para fabricar uma atmosfera de convulsão social e assim insuflar a tese de eleições diretas.

Quando se perde a capacidade de dirimir conflitos de interesse pela política e pela diplomacia, o que resta é a violência. Desde 2013, a violência tem se tornado um recurso comum no arsenal de protestos populares, entranhando-se até mesmo no parlamento. 

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